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Florianópolis - A Polícia Civil, através da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), informou durante coletiva hoje à tarde, 20, os resultados da operação, deflagrada nesta quinta-feira, contra facção criminosa atuante em Santa Catarina e com ramificações em outros Estados da Federação, envolvida em crimes de roubo, tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção de menores, homicídio, estelionato, lavagem de dinheiro e porte/posse/comércio de armas de fogo/munições. Dos 112 mandados de prisão, 91 pessoas foram presas . Foram apreendidas três armas de fogo (.38, .380 e 9mm), munições diversas, aparelhos celulares e documentos relacionados a facção criminosa. Restam serem presas 22 pessoas até o momento. As equipes de policiais civis continuam diligenciando na tentativa de localizar e prender estas pessoas.

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Durante a coletiva, que contou com a participação do secretário de Segurança Pública, César Augusto Grubba, o Delegado Geral da Polícia Civil, Artur Nitz, o Diretor da DEIC, Delegado Adriano Krull Bini, o Diretor de Polícia da Grande Florianópolis, Delegado Verdi Furlanetto e o titutar da DRACO, Delegado Antônio Claudio Seixas Joca, que informou detalhes da operação, que durou cinco meses de investigações e considerada a maior ofensiva já realizada pela Polícia Civil contra facção criminosa. “As principais lideranças atuavam fora de SC, nos estados de SP e PR, além de lideranças dentro do nosso sistema prisional, também. Para se ter uma noção de organização, uma simples apreensão de arma de fogo pertencente a organização, era repassada as lideranças do PR e SP, eles tem controle de tudo”, explica.

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Segundo o Delegado Joca, o foco da investigação foi desbaratar essa “empresa”, o organograma, as estruturas, de quem ocupa cada função. “Em relação à parte de organização desta facção criminosa, as formas de comunicação e os contatos estabelecidos eram fracionados, compartimentados, onde determinadas funções exercidas por pessoas do grupo, somente se comunicavam a um nível hierárquico. Justamente para dificultar a forma do trabalho investigativo”, afirma.

O diretor da Deic, Delegado Adriano Krul Bini, destacou que foi preso, dentre as cinco pessoas responsáveis pelos ataques a 7ª e 8ª DP da Capital, o principal articulador, principalmente nos crimes contra a vida, na região Norte da Ilha. “Com a prisão de parte desta organização, nós constatamos que houve uma diminuição nos crimes na região, principalmente, nos casos de homicídios consumados e tentados. Estas mortes que ocorreram na Capital são reflexos também, na disputa de território, uma facção querendo tomar o espaço da outra, para poder realizar o comércio de entorpecentes”, garante.

O secretário de Segurança, CésarAugusto Grubba, destacou a parceria com as agências de Inteligência da SSP, Sistema Prisional, Ministério Público e Poder judiciário que possibilitou o sucesso da operação e elogiou o trabalho dos policiais.

O secretário disse ainda, da chamada de mais 234 agentes de Polícia Civil, 25 delegados , aprovados no último concurso de 2014. “E o governador Raimundo Colombo autorizou ainda a realização de um novo concurso público para a contratação de 194 escrivães e 200 agentes para a Polícia Civil. A nomeação de novos agentes e a realização de um novo concurso público demonstra uma resposta do Governo do Estado contra a criminalidade crescente”, informa.

Participaram mais de 200 policiais civis da DEIC, DPGF, DIPC, SAER, DIC Laguna, DIC e 2ª DRP Joinville, DIC e SIC/Dpco de Balneário Camboriú, DIC de Itajaí e integrantes da DINI.